Monday, April 19, 2010

Crítica: Um corpo que cai - EUA - 1958

  Quando se trata de filmes muito antigos geralmente o telespectador tem a sensação de que o filme é monótono e muito parado. Isso devido a nossos olhos ja terem se acostumado a câmeras mais rápidas e frenéticas dos últimos anos, bem como a maneira e estilo que o cinema dos Estados Unidos conseguiu culturalizar, principalmente em nós brasileiros. Na Europa, terra de um cinema mas calmo e contenplativo, o estilo ainda que os anos tenham passado continua fiel a anos anteriores. 
  Mas mesmo nos EUA, alguns diretores antes de se deixarem levar pelo apelo comercial e anseio das massas, deixaram sua marca para a História do cinema, criando gêneros de filmes e estilos de filmagem que marcaram época e influênciaram gerações e gerações de diretores e seus filmes. Um desses caras é o inglês Alfred Hitchcock, conhecido pelos filmes de suspense.

O filme Vertigo, ou Um corpo que cai, como se chamou no Brasil, é considerado uma de suas obras primas e marcou o cinema pelo tipo de trama envolvendo um lado todo sombrio da psicose humana e também criou escola com seus efeitos especiais e câmeras distorcidas. Tanto que o efeito criado neste filme de 1958, foi usado exaustivamente em vários outros filmes por anos a fio, sendo chamado de "vertigo's effect"
Na história, temos o detetive Scottie (James Stewart), que após uma perseguição nos prédios de São Francisco sofre um acidente e quase cai, no entanto um outro policial ao tentar ajudá-lo acaba morrendo ao cair do prédio. Scottie fica um tanto quanto perturbado com o ocorrido e desenvolve fobia por lugares altos. Fica um tempo  fora da investigação, mas um conhecido lhe oferece um trabalho, para seguir sua mulher Madeleine (Kim Novac). Scottie a segue, descobrindo estranhos rituais da mulher que tem tendências suicidas. Certo dia ao segui-la, a flagra se jogando na Baia de São Franscisco e partir daí, se desenvolve uma relação entre os dois que mistura paixão, traição e loucura. - da mais doida possível.

  Vou dizer, o filme é foda. Pensando que foi feito em 1958 e toda a influência que ele causou, é certo afirmar que Hitchcock tem seu lugar na História do cinema com merecimento. A cópia que eu assisti é uma versão restaurada em 1996, e por pouco que o original deste filme não se perde para sempre. Felizmente foi restaurado e colorido como se pode notar na foto acima. 
 A trama tem um ritmo muito calmo, normal para os filmes da época. Naquele tempo um filme de suspense, era apenas suspense, hoje em dia eles misturam tudo, ação, aventura, comédia e o que der para atrair a maior parte do público que puderem, talvez por isso a maioria dos filmes sejam inatrativos, é como o ditado: "tudo que muito faz, de pouco serve".
  Outro ponto que merece ser falado é a música. Algumas cenas tem tanto poder de suspense que atreladas a música chegam a fazer o coração sair pela boca de tão aguniante.
Um corpo que cai, é um filme obrigatório para todo amante de cinema. E merece ser visto.


Indicado para quem não tem problemas de coração.

2 comentários:

Lady Starlight* said...

Concordo contigo. E o roteiro, pra época, é impressionante. Muito interessante teu blog.

Jack said...

é sim, filme muito bom. E muito obrigado pela visita. Quando puder apareça..