Foi pra calar a minha boca - NOTA 10
"Nostalgia é um estado de negação. É o medo de enfrentar o presente escondendo-se no passado".
Na quarta-feira (22/06) conversando com meu amigo Jack sobre que filme deveríamos assistir ele comentou sobre o filme dirigido por Woody Allen, Meia-noite em Paris, eu de súbito o tolhi e disse que não gostava dos filmes dirigidos pelo Woody Allen. Foi então que recebi uma notícia no mínimo desagradável, pois o Jack sabia que eu havia gostado muito do filme Vicky Cristina Barcelona, que é dirigido por quem? Ninguém mais, ninguém menos do que o senhor Woody Allen. Eu, sem rodeios argumentei que então não gostava mais do filme e etc, etc., mas é óbvio que o meu apreço em relação à Vicky Cristina Barcelona não mudara e acabamos não assistindo o filme indicado por ele. Mas os dias passam e neste domingo (26/06) fui ao cinema e vi que o filme Meia-noite em Paris estava em cartaz, não tive dúvidas e fui assisti-lo certo de que iria achincalhar o meu grande amigo Jack sobre a qualidade do filme, porém me precipitei mais uma vez. Mais um ponto pra você Jack.
Sinopse: Gil Pender (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.
Comentário: O filme Meia-noite em Paris, que na minha opinião foi brilhantemente escrito, nos faz pensar e analisar o cotidiano que vivemos e neste momento vou parafrasear Tyler Durden no filme Clube da Luta: "Trabalhamos em empregos que não gostamos para comprar coisas que não precisamos". Owen Wilson é no mínimo encantador ao interpretar o papel de Gil Pender, roteirista Hollywoodiano infeliz com a fama e sucesso e busca nos pequenas coisas da vida a verdadeira felicidade. Assim como Gil, quem de nós não gostaria de viver num lugar onde todos os nossos heróis e pessoas que amamos e idolatramos convivessem conosco, conversassem e interagissem com a nossa vida, preocupações e sonhos. É incrível como tudo isto é colocado na trama, de uma maneira profunda, sutilmente engraçada e coerente de acordo com tudo aquilo que Gil, o nostálgico gostaria que a sua vida fosse. E o final do filme é daqueles que nos deixam com gostinho de quero mais e mais. Se eu fosse Gil Pender, que no seu mundo ideal encontrou Pablo Picasso, Ernest Hemingway, Salvador Dalí, Gogan e Scott Fitzgerald, eu com certeza faria um dueto com Elvis Presley em Las Vegas, caçaria fugitivos pela galáxia com Boba Fett e duelaria com Miyamoto Musashi . O filme é simplesmente brilhante e encantador.
Aqui o trailer:
Indicado para quem dá o braço a torcer. :)
Indicado para quem dá o braço a torcer. :)




2 comentários:
Fato! Meia Noite em Paris é encantador...Agora você gosta do Woody Allen? hahah
Depois de Vicky Cristina Barcelo e Meia-noite em Paris, sem comentar do icônico Rosa Púrpura do Cairo não tem como não gostar.
Tenho que dar o braço a torcer ao meu amigo Jack.
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