Sunday, June 12, 2011

Crítica: Planeta dos Macacos - EUA - 1968

Muito melhor do que eu lembrava. Nota - 10


"O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele." - Friedrich Nietzsche


Existe um certo problema quando procuro ver um filme que tenha marcado uma época na minha vida. Sempre que pretendo assistir novamente algum filme, após décadas onde guardei apenas algumas cenas na memória, e claro guardei também um grande apresso, acabo me decepcionando. E pensando: "como pude gostar disso naquela época?"  Lógico, pessoas mudam, e com elas os seus gostos. Então quando tem um filme do qual me lembro tanto de gostar, fico com certo receio de assisti-lo e acabar não achando mais graça nele. Quando pretendi assistir Planeta dos Macacos filme de 1968, o medo foi maior ainda. Isso porque tinha na minha memória a icônica cena de Charlton Heston chegando a praia, e caído desolado na areia do mar, como sendo uma das minhas cenas favoritas do cinema. Tinha também a marca entre não saber se torcia para o homem ou para o macaco, fato esse para quem assistiu a todos os filmes, deve ter realmente se alterado ao passar de cada filme. A franquia tem ao todo 5 filmes, uma série de TV, série animada, e documentários, existe também o remake de 2001 e um filme para ser lançado ainda este ano que se chamará The Rise of Planet of the Apes. Ou seja, a dúvida era, ver ou não ver. Estragar a boa imagem do filme que tinha na minha memória, seria um risco pra alguém que gosta de ter boas memórias. Mas enfim, me arrisquei e o resultado foi melhor do que eu esperava.



Sinopse: A história começa com o astronauta Coronel Taylor (Charlton Heston), contando que ele está em uma viagem no espaço. A viagem pretende fazer uma expedição em outros planetas. Baseada em uma teoria que diz que se você viaja no espaço por um ano luz, pra você terá passado apenas um ano, mas para quem está fora daquela viagem terão se passado milhares de anos. A nave no entanto cai com sua tripulação em um planeta aparentemente inóspito e desabitado. Ao começar a investigar o planeta, o Coronel Taylor descobre uma civilização constituída por macacos.




Comentário: O filme é de 1968, no entanto ele funciona ainda hoje. Falo isso pensando na linguagem cinematográfica que existe hoje, com câmeras super rápidas e planos dos mais diferentes possíveis. Até mesmo as saídas criativas para os efeitos especiais são ainda dignas de aplauso para um filme tão antigo. Mas o que existe de bom mesmo em Planeta dos Macacos é sua história. Caído no planeta o astronauta é considerado um elo perdido pelos macacos, a prova de que o macaco evoluiu do homem. Os personagens marcantes de Cornelius (Roddy McDowall) que faz papel de um macaco arqueólogo que pretende provar que existiam raças muito mais evoluídas do que o macaco no passado, e Dr. Zyra (Kim Hunter) uma psicologa de animais são sensacionais. São eles que desafiam o núcleo de símios que governam a civilização de macacos. Esses sábios que tentam cultivar as regras baseadas na fé e religião são desafiados pela ciência, o que torna o jogo de paradoxos bastante interessante. O famoso final, que foi reproduzido de diversas formas no cinema, nos quadrinhos e nos desenhos, é um show a parte. Apesar de ser ele uma parte que dá grande brilho ao filme, e todo mundo já estar cansado de saber o que se revela, ele ainda permanece como um dos melhores finais de filmes na minha opinião. O resultado de te-lo assistido então foi muito proveitoso. Recomendo para quem é mais jovem e não conhece, que assista, e quem não vê faz tempo que relembre.




Aqui o trailer:

Indicado para todos os elos perdidos

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