Sunday, August 14, 2011

Crítica: Os Agentes do Destino - EUA - 2011

É bom, mas não o bastante. Nota: 7




Os Agentes do Destino é o típico filme que começa de maneira muito promissora, fazendo críticas a tudo e a todos. No caso ele critica a maneira como as identidades hoje estão dispersas sem ninguém mais saber o que é, e para onde vai. Alguns filmes tentam beber no cinema que tinha um discurso crítico, algo a dizer para as pessoas que entravam na sala de cinema.
Bem, neste sentido Os Agentes do Destino cumpre seu papel logo no começo, mas depois ele acaba caindo na mesmice, na babaquice e na lavagem ou ração mastigada que são as histórias de hoje, tudo bem mastigadinho para que ninguém gaste muito tempo pensando no que o personagem quis dizer, ou o que o diretor queria passar com tal cena, com aquela informação.
Sinopse: Tudo começa com David Norris (Matt Damon) político de Nova York que tenta concorrer a uma vaga para o Senado. Ao ter seu futuro quase que garantido pelas pesquisas de intenção de voto, a história sofre um revés quando ele conhece Elise (Emily Blunt). Aí entram em cena alguns homens misteriosos que teriam como missão retomar os destinos de todos as pessoas (pelo menos as que realmente importam).

Comentário: As coisas que agradam no filme são o clima até meio noir, passado pelos tons de cinza em algumas cenas e o figurino. A atuação de Blunt salva o elenco, que até tem bom nível. E a história? O filme se esforça sabe. O diretor George Nolfi que não vem de uma tradição que podemos dizer sensacional de filmes parece ter seguido a cartilha de Hollywood, nada muito difícil, tudo bem explicadinho. Acho que é aí que acabam errando. Na tentativa de deixar o público bem inteirado na história eles acabam cometendo furos de roteiro. Quem se arriscar a assistir e ver as cenas finais de perseguição entenderá o que falo. E nem vou mencionar que a justificativas para os agentes quererem acertar o destino de Norris é a desculpa mais esfarrapada da face da terra. 

Aqui o trailer:
Indicado para quem acredita que depende só de você. ... quanta inocência.

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